A partir do dia 8 de abril de 2025, os consumidores de energia elétrica em Mato Grosso enfrentarão um reajuste tarifário que afetará diretamente o valor das contas de luz. O aumento médio será de 1,79%, mas o impacto variará conforme o tipo de consumidor e a tensão de fornecimento. Este reajuste faz parte do processo de revisão anual das tarifas e é regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que aprovou as novas tarifas em sua 10ª reunião pública ordinária. A medida afetará tanto as residências quanto os grandes comércios e indústrias, mas de formas distintas, dependendo da demanda de energia e da categoria de consumo.
Para os consumidores de alta tensão, que incluem grandes indústrias e comércios, o reajuste será mais expressivo, chegando a 5,42%. Esses estabelecimentos, que consomem grandes quantidades de energia, terão um aumento significativo em suas faturas, o que pode impactar diretamente seus custos operacionais. Por outro lado, os consumidores de baixa tensão, que representam 99,5% da população de Mato Grosso, terão um aumento bem mais modesto, de apenas 0,34%. Isso inclui a grande maioria das residências e pequenos estabelecimentos comerciais. Esse aumento mais discreto pode ser considerado uma tentativa de amenizar os impactos para as famílias mato-grossenses.
Ainda assim, os consumidores do Grupo B, ou seja, os residenciais, terão uma elevação ainda menor, de apenas 0,23%. Esse aumento é especialmente relevante, pois reflete uma tendência positiva de redução acumulada nos dois últimos anos. Durante esse período, os aumentos não foram tão significativos, e o reajuste atual se alinha com a política de tentar controlar a alta da energia elétrica, que tem sido um desafio para diversos estados brasileiros. O efeito desse ajuste, portanto, será menos perceptível para a maior parte da população.
A decisão tomada pela ANEEL em conjunto com a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (AGER) foi pautada por uma análise criteriosa do cenário econômico atual. Os índices econômicos nacionais, como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentaram variações superiores ao reajuste de energia. O IGP-M, por exemplo, subiu 9,29%, enquanto o IPCA teve um aumento de 5,48%. Isso significa que, mesmo com o aumento das tarifas, a energia elétrica em Mato Grosso ainda se mantém mais controlada quando comparada a outros setores da economia.
O superintendente de Energia da AGER, Thiago Alves Bernardes, destacou que o reajuste será de apenas 0,3% para os consumidores residenciais, um aumento que, embora baixo, exige atenção. Ele enfatizou a importância de cada consumidor adotar práticas de economia de energia, tanto para reduzir o impacto financeiro quanto para contribuir com a sustentabilidade ambiental. A recomendação de usar energia de forma racional permanece como uma das melhores formas de evitar surpresas nas contas de luz.
É importante lembrar que a economia de energia não depende apenas do consumo consciente, mas também de investimentos em tecnologia mais eficiente, como lâmpadas LED e aparelhos com selo de baixo consumo. Além disso, as boas práticas no uso de aparelhos eletrônicos, como desconectar dispositivos quando não estão em uso e evitar sobrecarga nas instalações, são fundamentais para quem deseja controlar o impacto do aumento da tarifa. Assim, o reajuste não precisa ser um motivo de preocupação excessiva, desde que cada um faça sua parte no uso racional da energia.
Este reajuste ocorre em um momento delicado para muitos consumidores, já que o preço da energia elétrica é um dos custos fixos mais pesados no orçamento familiar e empresarial. Com a alta da inflação e o aumento de outros serviços essenciais, o reajuste de energia pode representar um desafio adicional. Contudo, a decisão das autoridades reguladoras foi projetada para minimizar o impacto negativo sobre a maioria da população, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades financeiras.
Por fim, é crucial que os consumidores mato-grossenses se mantenham informados sobre o reajuste e as alternativas para mitigar seu impacto. A adesão a práticas de economia de energia, como o uso de tecnologias mais eficientes e a conscientização sobre os hábitos de consumo, será fundamental para enfrentar esse aumento com mais equilíbrio. Embora o reajuste seja modesto, a soma de pequenas economias feitas no dia a dia pode fazer uma grande diferença nas contas de energia, proporcionando alívio financeiro para todos os consumidores.
Autor: Gerald Johnson