A cirurgia plástica envolve planejamento, técnica e acompanhamento cuidadoso, mas, como qualquer procedimento cirúrgico, está sujeita a intercorrências. Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, apresenta que complicações podem ocorrer mesmo quando todas as etapas são seguidas corretamente, e compreender esse cenário é fundamental para uma relação mais madura e segura entre médico e paciente. Nesta leitura, discutiremos como essa compreensão contribui para decisões mais conscientes e responsáveis.
O que são complicações e por que elas podem ocorrer?
Complicações são eventos adversos que podem surgir durante ou após a cirurgia, variando em gravidade e impacto. Elas podem estar relacionadas à resposta individual do organismo, a fatores clínicos prévios, a hábitos do paciente ou a características específicas do procedimento realizado.
Algumas intercorrências estão associadas ao processo inflamatório e à cicatrização, enquanto outras podem envolver infecção, acúmulo de líquidos, alterações cicatriciais ou assimetrias. É importante compreender que o corpo humano não responde de forma padronizada, e variáveis biológicas influenciam diretamente o resultado, informa Hayashi.

Quando investigar e o que observar antes de intervir?
Diante de uma intercorrência, o primeiro passo é a investigação cuidadosa. Nem toda alteração observada no pós-operatório representa uma complicação definitiva. Inchaços, endurecimentos temporários e irregularidades iniciais podem fazer parte do processo normal de recuperação.
O tempo é um elemento essencial nessa avaliação. Muitas situações evoluem de forma favorável com medidas conservadoras, como ajustes de cuidados, uso de medicações específicas ou acompanhamento mais próximo. A intervenção precipitada pode, em alguns casos, gerar novos problemas.
Como demonstra Milton Seigi Hayashi, a observação criteriosa é parte da proteção ao paciente. Neste caso, saber quando aguardar é tão importante quanto saber quando agir. A decisão técnica deve considerar a evolução clínica, os exames, os sintomas apresentados e o impacto real sobre a saúde e o bem-estar do paciente.
Cirurgia de revisão: Indicação e critérios técnicos
A cirurgia de revisão é indicada quando há uma condição estabelecida que não tende a se resolver apenas com medidas conservadoras ou quando existe comprometimento funcional ou estético relevante. Essa decisão deve ser baseada em critérios técnicos claros e não apenas em expectativas imediatas.
A indicação de revisão também envolve uma análise cuidadosa das causas do problema, ressalta Hayashi. Identificar se a intercorrência está relacionada à técnica, à resposta biológica ou a fatores externos é fundamental para planejar a abordagem correta e reduzir o risco de recorrência.
Comunicação, expectativa e responsabilidade compartilhada
A forma como complicações e revisões são comunicadas ao paciente influencia diretamente a confiança no tratamento. A transparência sobre riscos, limites e possibilidades deve estar presente desde a primeira consulta, preparando o paciente para diferentes cenários.
Durante o acompanhamento, é essencial explicar o que está ocorrendo, quais são as opções disponíveis e quais caminhos são mais seguros. O médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, sugere que essa comunicação ajuda a reduzir a ansiedade e a evitar decisões precipitadas.
A responsabilidade é compartilhada, principalmente tendo em vista que o sucesso do tratamento depende da técnica, da resposta do organismo e da adesão do paciente às orientações. O diálogo aberto permite alinhar expectativas e construir decisões mais conscientes.
O papel do planejamento e da experiência na prevenção
Embora não seja possível eliminar totalmente o risco de complicações, um planejamento bem estruturado reduz significativamente sua ocorrência. Avaliação pré-operatória cuidadosa, indicação adequada do procedimento, preparo do paciente e escolha criteriosa da técnica fazem parte desse processo.
A experiência do cirurgião também desempenha papel relevante, especialmente na identificação precoce de sinais de alerta e na definição do melhor momento para intervir, frisa Milton Seigi Hayashi. A tomada de decisão baseada em conhecimento técnico e evidências contribui para a segurança do paciente.
Complicações como parte de uma abordagem responsável
Tratar complicações e indicar cirurgias de revisão de forma responsável faz parte da boa prática em cirurgia plástica. O foco deve estar sempre na saúde, na segurança e no bem-estar do paciente, e não em soluções imediatas ou promessas irreais, como resume Milton Seigi Hayashi.
Quando investigadas com critério, acompanhadas de perto e abordadas no momento adequado, as intercorrências tendem a ser resolvidas de forma mais segura. A combinação entre técnica, tempo, comunicação e responsabilidade fortalece o cuidado e contribui para resultados mais consistentes.
Autor: Gerald Johnson