Pagamentos do mês seguem escalonados pelo número do NIS e vão até o dia 31 de julho, atendendo cerca de 18,7 milhões de famílias em todo o país
Os beneficiários do Bolsa Família já começaram a receber o pagamento de julho. O calendário, organizado pela Caixa Econômica Federal conforme o último dígito do Número de Identificação Social, o NIS, teve início no dia 20 e segue de forma escalonada até o fim do mês. Quem tem NIS com final 1 foi o primeiro a receber, e a sequência avança um número por dia útil até chegar aos beneficiários com final 0, que recebem por último, segundo cronograma divulgado pelo governo federal e replicado por veículos como o Jornal da Paraíba.
Atualmente, o programa atende cerca de 18,7 milhões de famílias em todo o Brasil. O benefício mínimo pago a cada família é de R$ 600, mas esse valor pode ser complementado por adicionais específicos: R$ 150 para cada criança de até seis anos, R$ 50 para cada criança ou adolescente de 7 a 18 anos, e mais R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam). Existe ainda o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, uma medida pensada para reforçar a alimentação nos primeiros meses de vida da criança.
Como fica o calendário até o fim do mês
Depois do intervalo do fim de semana, o calendário é retomado normalmente. Neste mês, os pagamentos para NIS final 6 caem em 27 de julho, seguidos por final 7 em 28 de julho, final 8 em 29 de julho e final 9 em 30 de julho, encerrando no dia 31 com o grupo de final 0. É o mesmo formato usado ao longo do ano, sempre concentrado nos últimos dez dias úteis do mês, com exceção de dezembro, quando o calendário costuma ser antecipado para o dia 10 justamente para que as famílias tenham o dinheiro em mãos antes do Natal.
Uma dúvida recorrente entre os beneficiários é como movimentar o valor sem precisar se deslocar até uma agência bancária. A resposta está no aplicativo Caixa Tem, que permite fazer pagamentos, transferências e compras usando o cartão virtual vinculado ao NIS. Para quem prefere sacar em espécie, também é possível recorrer a caixas eletrônicos e casas lotéricas espalhadas pelo país, o que facilita o acesso principalmente em cidades menores, onde nem sempre há agência da Caixa por perto.
Onde tirar dúvidas e resolver problemas no pagamento
Em caso de dúvidas sobre o pagamento ou sobre eventuais atrasos, existem três canais oficiais de atendimento. O número 121 é mantido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e reúne informações gerais sobre o programa, além de servir como canal de denúncias. Já o número 111 é o Canal de Atendimento ao Cidadão da Caixa Econômica Federal, voltado especificamente para questões relacionadas ao cartão e ao saque do benefício. O MDS também disponibiliza atendimento por WhatsApp, chat, formulário eletrônico, Telegram e presencialmente, o que amplia as opções para quem tem dificuldade de acesso à internet.
Vale lembrar que a condição básica para participar do Bolsa Família é ter renda mensal per capita de até R$ 218, calculada a partir da soma dos rendimentos de todos os membros da família dividida pelo número de integrantes. Esse critério é reavaliado periodicamente pelo governo, e famílias que passam a ter renda acima do teto podem ser desligadas do programa, assim como novas famílias que se enquadram no critério podem ser incluídas ao longo do ano, respeitando o orçamento disponível e a fila de cadastro no CadÚnico.
Atenção redobrada com golpes durante o período de pagamento
Quem quiser verificar a data exata do próprio pagamento ou tirar dúvidas sobre o cadastro deve buscar informações diretamente nos canais oficiais citados, evitando páginas ou perfis não vinculados ao governo que costumam se aproveitar da divulgação do calendário para aplicar golpes. Fique atento às datas e, principalmente, à segurança na hora de movimentar o benefício.
Fontes: