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Pecuária de Mato Grosso mantém 30 anos de proteção contra a febre aftosa

Redação Tribuna Mt
Redação Tribuna Mt Publicado outubro 9, 2026
5 Min de leitura

Mato Grosso completa, em 2026, três décadas sem registrar novos focos de febre aftosa. O último caso identificado no estado ocorreu em janeiro de 1996, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). Desde então, a manutenção da sanidade do rebanho passou a depender de uma estrutura permanente de vigilância, fiscalização e comunicação entre produtores e órgãos oficiais.

A marca de 30 anos foi divulgada em 29 de setembro de 2026 pelo Sistema Famato, que destacou a importância do controle sanitário para a pecuária mato-grossense. O status de livre da doença sem vacinação fortalece a posição do estado na produção de carne bovina e contribui para a abertura e a manutenção de mercados que exigem padrões sanitários específicos.

Estado avançou para uma nova etapa sanitária

De acordo com o Indea-MT, a vacinação contra a febre aftosa em bovinos e bubalinos foi suspensa em Mato Grosso em 2023. No ano seguinte, o estado recebeu o reconhecimento nacional como livre da doença sem vacinação, resultado associado ao histórico de controle e à continuidade das ações de defesa agropecuária.

A mudança não significa o fim das medidas de prevenção. Sem a vacinação regular, a identificação rápida de sinais clínicos, o controle do trânsito de animais e a atualização das informações das propriedades ganham ainda mais importância. A vigilância deve alcançar diferentes regiões do território mato-grossense, incluindo áreas de intensa atividade pecuária e rotas de movimentação de bovinos.

O reconhecimento sanitário também está relacionado ao desempenho econômico da cadeia produtiva. Mato Grosso possui um dos maiores rebanhos bovinos do país e participa de forma relevante das exportações brasileiras de carne. Para o Sistema Famato e a CNA Brasil, a ausência de registros da doença por três décadas representa um ativo para a competitividade da pecuária e para a relação comercial com compradores nacionais e internacionais.

Vigilância continua mesmo sem novos focos

A febre aftosa é uma doença viral que pode afetar animais de produção e provocar impactos econômicos em regiões atingidas. A ausência de casos em Mato Grosso desde 1996 reduz o risco sanitário conhecido, mas não elimina a possibilidade de reintrodução do vírus. Por isso, a atuação dos produtores permanece como uma das etapas centrais do sistema de defesa animal.

Entre os sinais que exigem atenção estão febre, salivação excessiva e lesões na boca e nos cascos. Ao observar sintomas compatíveis ou qualquer alteração suspeita no rebanho, o responsável pela propriedade deve procurar imediatamente o serviço veterinário oficial. A comunicação rápida permite a investigação técnica e ajuda a evitar que uma eventual ocorrência se espalhe para outras propriedades.

Também fazem parte da prevenção o acompanhamento da movimentação de animais, o cumprimento das exigências sanitárias e a manutenção dos cadastros das propriedades atualizados. Essas informações ajudam os órgãos de defesa a identificar a origem e o destino dos rebanhos, além de organizar respostas em caso de suspeita.

Reconhecimento brasileiro amplia relevância do status

O avanço de Mato Grosso ocorre em um contexto nacional de fortalecimento da defesa sanitária. Conforme informações do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil recebeu, em maio de 2025, o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal, a OMSA.

O reconhecimento nacional e internacional estabelece uma referência sanitária importante para os estados produtores. Para Mato Grosso, que reúne uma extensa cadeia de criação, transporte, abate e comercialização de bovinos, preservar essa condição depende da cooperação entre produtores rurais, entidades representativas e serviços oficiais.

Assim, os 30 anos sem novos focos não representam apenas uma marca histórica. O período evidencia a continuidade de políticas de defesa agropecuária e reforça que a sanidade animal precisa permanecer como prioridade. A manutenção do status livre de febre aftosa sem vacinação dependerá da vigilância cotidiana e da comunicação imediata diante de qualquer suspeita.

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