A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso autorizou a contratação de soluções especializadas em computação forense destinadas à Gerência de Computação Forense da Politec-MT. O valor global previsto no documento é de R$ 4.239.490,33. A medida foi registrada em publicação do Diário Oficial do Estado de Mato Grosso em 2 de outubro de 2025.
De acordo com o Diário Oficial do Estado de Mato Grosso, a autorização está relacionada à ratificação da inexigibilidade de licitação nº 036/2025/SESP. O objeto é a aquisição de ferramentas voltadas à extração, análise e interpretação de informações armazenadas em dispositivos eletrônicos portáteis.
Quais soluções foram incluídas
O documento menciona os softwares Inseyets Online, Physical Analyzer, Magnet AXIOM, GrayKey Pro e Magnet Witness. As ferramentas aparecem associadas às atividades de computação forense, área responsável por trabalhar tecnicamente com dados obtidos de equipamentos eletrônicos no contexto de investigações.
A publicação não apresenta, entretanto, uma descrição individual das funcionalidades de cada solução, nem detalha quais modelos de aparelhos poderão ser atendidos. Também não informa a quantidade de licenças, equipamentos ou acessos previstos. Por isso, não é possível afirmar, a partir do documento, a abrangência operacional exata da contratação.
Objetivo é ampliar a capacidade de análise
Segundo a justificativa registrada no ato oficial, a contratação busca aumentar a produtividade das unidades extratoras da Politec-MT e contribuir para a resolução de crimes. Na prática administrativa, o foco indicado é dar suporte às etapas de obtenção e análise de dados digitais que possam ser relevantes para exames periciais.
Celulares e outros dispositivos portáteis podem concentrar diferentes tipos de registros, mas a publicação consultada não especifica quais categorias de dados serão priorizadas pela Gerência de Computação Forense. O texto também não apresenta estatísticas sobre a demanda atual da unidade, o número de exames pendentes ou a expectativa de redução de prazos após a contratação.
Autorização não confirma início da operação
A autorização publicada no Diário Oficial representa uma etapa formal do processo de contratação. O documento localizado não confirma a entrega das soluções, a instalação dos sistemas ou o início da utilização pelos peritos da Politec-MT. Também não há, nessa publicação, informação sobre resultados obtidos ou investigações que já tenham sido beneficiadas pelas ferramentas.
Da mesma forma, a fonte não informa o prazo de vigência contratual, a empresa fornecedora, eventual cronograma de implantação ou a realização de treinamento para os servidores. Esses dados seriam necessários para dimensionar quando a estrutura estará efetivamente disponível e quais mudanças poderão ocorrer na rotina da perícia oficial em Mato Grosso.
Dados pessoais exigem tratamento técnico e legal
O uso de soluções de computação forense envolve informações armazenadas em dispositivos eletrônicos que podem ter relação direta com a vida privada de investigados, vítimas e testemunhas. A publicação, contudo, concentra-se na autorização administrativa e no objetivo da aquisição. Ela não detalha procedimentos de acesso, critérios de preservação dos dados, mecanismos de controle ou protocolos aplicáveis aos exames.
Esses aspectos não podem ser presumidos a partir da lista de softwares. A contratação, por si só, não permite concluir como cada ferramenta será empregada, quais autoridades solicitarão os exames ou quais salvaguardas acompanharão o processamento das informações. A apuração de eventuais impactos operacionais depende de informações complementares da SESP, da Politec-MT e do contrato firmado.
Próximos passos dependem de confirmação oficial
Como a publicação consultada é de 2 de outubro de 2025, o registro deve ser tratado como a autorização de uma contratação, e não como anúncio de uma operação já consolidada. Para atualizar o estágio da medida, ainda seria necessário confirmar se o contrato foi assinado, se as soluções foram entregues e se houve início dos trabalhos com os sistemas.
Também permanece pendente verificar a existência de treinamento, a vigência contratual e os efeitos concretos esperados para as unidades extratoras. Até que essas informações sejam divulgadas oficialmente, o dado confirmado é que a Secretaria de Segurança Pública autorizou, por contratação direta, a aquisição das soluções pelo valor global de R$ 4.239.490,33 para a estrutura de computação forense da Politec-MT.